segunda-feira, 17 de março de 2014

O sistema solar

Vimos, na primeira aula do Aprofundamento de Ciências, um pouco da história do que se pensava sobre a posição da Terra no Universo. Eis algumas informações sobre o que discutimos:

Um dos primeiros a produzir textos sobre o assunto, foi o filósofo grego Ptolomeu (90 d.C. - 168 d.C.). Observando os astros no céu noturno, ele já conseguia distinguir estrelas de planetas e, dada a sensação de que estes corpos giram ao nosso redor, ele propôs que a Terra ficaria no centro de todo o Universo, os planetas e estrelas se organizariam ao nosso redor:



Durante muitos séculos, foram as ideias de Ptolomeu que prevaleceram. Apenas em 1543 foi que Nicolau Copérnico explicou que a sensação de os astros se moverem ao nosso redor era apenas uma impressão causado pelo próprio movimento da Terra. Copérnico, então, organizou o nosso sistema planetário da seguinte maneira:



Em 1610, com o auxílio de seu telescópio, Galileu percebeu que Copérnico deveria estar correto, mas publicou um livro muito polêmico para a época, criticando a Igreja Católica por se recusar a aceitar tal Teoria. A Igreja, que já não gostava da teoria de Copérnico, agora ofendida com suas críticas o obrigou a renegar tudo o que havia escrito se não quisesse morrer como herege.

É curioso notar também que, após a publicação de Copérnico, outro cientista percebeu que os planeta realmente deveriam girar ao redor do Sol. Seu nome era Tyco Brahe. Ele, contudo, queria conservar a posição da Terra no centro do Universo. Para tanto, criou a seguinte proposta:



Neste desenho, a Terra ficaria estática e a Lua e o Sol gerariam ao seu redor, enquanto todo o resto giraria ao redor do Sol.

Mais e mais pesquisas foram feitas indicando que, dos três, Copérnico seria o mais correto, mas, com a invenção de telescópios cada vez melhores, observavam-se fenômenos que poderiam ser usados como indícios de que mesmo este sistema ainda apresentaria falhas. O cientista que iria apresentar a solução para tal problema era Johannes Kepler.
Utilizando-se de muita matemática vinculada às suas observações, Kepler viu que as órbitas dos planetas não eram circulares, mas elípticas - e este é o modelo que usamos até hoje!



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